Sábado, 23 de Janeiro de 2010

Vá lá, digam-me que a Sic não vai fazer uma adaptação televisiva, semelhante às imitações dos chineses, dum filme irrealista de caninos assimétricos...
Já não chega de Malucos do riso? Ou do Não há crise?
Estou cansada de assistir a fiascos em horário nobre.



Parvoíce publicada por tarina às 21:27 | | Quem opina é cutxi-cutxi | Cutxi-cutxi´s opinativos (1) | favorito

Sábado, 16 de Janeiro de 2010

Eu já há algum tempo que não via um telejornal na integra, aliás só me apercebi que os gays já podiam casar* dois dias depois da moção ser aprovada... Adiante!
O que hoje me causou urticária foi ver que a noticia de abertura de todos os canais generalistas é acompanhada de imagens de corpos imóveis que jazem por entre escombros de uma cidade arrasada, ou seja, eu enquanto saboreava um belo pargo no forno vi-me obrigada a ver pessoas reais desfiguradas, ensaguentadas com a dor estampada no rosto, mas entretanto é melhor é requalificar a idade de visionamento do filme Avatar porque (espantem-se!) as personagens fumam e há cenas de sedução, mas às oito da noite não faz mal se as televisões passarem exaustivamente cenas de uma tragédia real.
Cambada de gente hipócrita!

 

 

*Agora tou danadinha para ver uns noivos de Santo António.



Parvoíce publicada por tarina às 21:47 | | Quem opina é cutxi-cutxi | favorito

Domingo, 10 de Janeiro de 2010

a) Há quem finja que não me vê (um grande bardamerda para as meninas, sim?)

b) Passa-se um frio do c#&$(%$

c) Os transeuntes confundem-nos facilmente com o balcão de informações

 

 

                                                                                                                   Conclusão: Estou farta.



Parvoíce publicada por tarina às 19:11 | | Quem opina é cutxi-cutxi | Cutxi-cutxi´s opinativos (2) | favorito

Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Se eu tivesse um irmão adorava ser descrita assim.

 

"A canadiana que a avó lhe deu. Era essa a desculpa. Não fosse essa seria outra qualquer. Desde que comecei o Alfaiate que andava com ganas de a fotografar. Mas como o entusiasmo parecia estar todo do meu lado não insisti muito. Chamei-a de longe. Ela olhou e eu disparei. Acho que não gostou muito de se ver. Azar, essa preocupação tenho-a com os outros. A ela compenso-a doutra forma.


A fotografia vinca-lhe o ar de miúda, exibe-a precisamente da forma que a vejo e, como é tradição nestas coisas, da forma como provavelmente a vou ver sempre. A diferença de idades foi suficiente para que, muito naturalmente, o sentimento fraterno tenha dado lugar a um paternalismo morno que se foi contorcendo sempre para se exprimir de forma saudável e civilizada. Acho que não me saí mal até agora, brindei sempre com sorrisos afáveis os seus amigos rapazes.

Acho que começou tudo com as fraldas. Tinha oito anos quando lhas mudei pela primeira vez. Foi assim que encarei uma dura realidade que não queria reconhecer – as mulheres também cagam e as mais bonitas não são excepção. Alguma coisa haveriam elas de ir fazer à casa de banho mas no que a isso diz respeito, sempre achei que a aplicabilidade da dúvida metódica do Descartes era de todo conveniente. Não vejo nem cheiro, porque raio hei-de ter de acreditar? (não caralho, não vos estou a tentar convencer de que lia Descartes com oito anos, estava apenas a tentar ser engraçado)

Tenho um lado da família mais unido, outro menos. Há familiares dos quais gosto mais, outros com quem nem sequer simpatizo. Nunca dei grande importância aos laços de sangue, não os escolhi e nem sempre me esforço por gramá-los. Com ela é diferente. Enfim…suponho que com ela seja tudo diferente. Nunca fui pai e não me parece que esse dia esteja para perto mas desde que ela nasceu que lhe sinto o cheiro. É carne da minha carne e sangue do meu sangue. E quando recorro àquele exercício infantil de tentar perceber o quanto se gosta do que quer que seja através daquilo que se está disposto a fazer por o que quer que fosse, dou por mim a pensar no motivo pelo qual seria capaz de matar e, ocorre-me um de imediato - ela.

Às vezes vivemos com as pessoas mas não as conhecemos a fundo. Aposto que metade dos nossos problemas relacionais vêm daí. É a atenção. (e o toque, não sentem falta do toque? foda-se, não menosprezem nunca a importância do toque) A atenção que damos aos outros. Ou a falta dela. E eu, mesmo amando-a da forma que amo, devo ter-lhe perdido algures o rasto da atenção (o toque nunca, afagá-la foi sempre o meu desporto favorito). Só o posso ter perdido porque houve um dia que uma circunstância inusitada nos deixou sós num final de tarde de praia. (podemos até passar lá o dia inteiro mas as melhores conversas hão-de aparecer sempre ao final do dia) E falámos. Sobre o amor, a vida, os sentimentos, os nossos pais, tragédias familiares e outras coisas mais. E nesse dia juro-vos, senti uma coisa no peito. Não é nenhum daqueles recursos estilísticos apaneleirados. Senti mesmo. A minha irmã, com quem partilhei o beliche onde ainda durmo; a minha irmã, que se mudou para um quarto onde nunca entrei sem bater; a minha irmã, que me deixou com náuseas quando me comunicaram a sua primeira menstruação; a minha irmã tinha-se tornado numa mulher deliciosa. Ouvia-a falar do pai, da mãe, do pai com a mãe, da mãe com o pai, da avó, da filha que não fala à avó, do avô que nunca conhecemos, do acidente, das tias, da morte das tias, de amor, de pequenas sensibilidades e de todas essas merdas que nos causam apertos no peito. Ouvi e emocionei-me. É verdade, sou um bocado maricóide nestas merdas mas não tenho por hábito andar por aí a choramingar. Mas naquele dia não aguentei. Não dava para aguentar. Ela viu as lágrimas e passou-me a mão - a palma, não as costas - pela cara, cerrando-me os olhos com a ponta dos dedos como se, naquele momento, fosse ela quem protegesse e tomasse conta do seu irmão vulnerável, oito anos mais novo.

A canadiana que a avó lhe deu. Era essa a desculpa. Não fosse essa seria outra qualquer. Porque eu não preciso de desculpas para falar da minha irmã. Por algum motivo é a primeira vez que me emociono a escrever um post. Por algum motivo, antes mesmo de me sentar aqui, já sabia que isto ia acabar assim. Esta merda não se explica. Nem tem que se explicar. É mesmo assim. E juro-vos, eu já sabia. Já sabia que esta merda ia acabar assim."

                                                                                         

                                                                                  in oalfaiatelisboeta.blogspot.com/


Parvoíce publicada por tarina às 15:18 | | Quem opina é cutxi-cutxi | favorito

Vamos então falar do tempo.
Parece que está fresquinho, não está?
Não! Não é desse. Do outro.

Porque afinal "é terrível poder escolher religião, partido, nacionalidade, profissão, prato favorito, cor das meias, azulejos da casa de banho, gasolina 98 ou 95, papel higiénico folha única, dupla ou tripla, tamanho do nariz, tampão ou penso, as pedras que se pisam, a chuva que se apanha e não poder escolher a medida de tempo que toda a vida nos vai limitar a existência."

 

(Acho que o visionamento de três episódios de Anatomia de Grey, assim de seguidinha, surtem efeitos secundários.)



Parvoíce publicada por tarina às 14:55 | | Quem opina é cutxi-cutxi | favorito

Sábado, 2 de Janeiro de 2010

Quem fica parado é o poste.


Hoje apetece-me ouvir Moloko- The time is now

Parvoíce publicada por tarina às 20:48 | | Quem opina é cutxi-cutxi | Cutxi-cutxi´s opinativos (2) | favorito

AO CONTRÁRIO DO QUE O TÍTULO SUGERE ESTE BLOG EM NADA SE RELACIONA COM ROUPA. OS QUE PROCURAM, AQUI, ARTIGOS RELACIONADOS COM ESSA TEMÁTICA DESENCANTEM-SE!
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